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Receita pode cobrar R$ 450 milhões de investigados na operação Calicute

A Receita Federal informou nesta quinta-feira (17) que estima que pode chegar a R$ 450 milhões o valor das multas e dos impostos a serem cobrados das empresas e pessoas condenadas pelos crimes investigados pela operação Calicute. A operação, que apura desvios em obras públicas no Rio de Janeiro feitas com recursos federais, levou à prisão do ex-governador do estado, Sérgio Cabral (PMDB).

Em nota, a Receita Federal, que participa da operação, informou que a estimativas preliminares apontam para o pagamento, por empreiteiras, de R$ 224 milhões em propina "ao ex-governador e a pessoas do seu círculo". O objetivo era garantir contratos em obras tocadas pelo governo do Rio. Ainda de acordo com a Receita, o dinheiro desviado vinha de "prestação de serviços fictícios".

A partir de agora, continua a Receita na nota, as investigações contra os suspeitos serão aprofundadas "com o objetivo de confirmar a não prestação de serviços por parte das empresas envolvidas." E, caso as irregularidades sejam comprovadas, elas serão autuadas.

"A Receita estima, com base no valor de R$ 224 milhões em propina apurados pelos órgãos de persecução penal, que os lançamentos poderão alcançar R$ 450 milhões, entre tributos e multas", diz o documento.

G1 procurou a assessoria da Receita Federal no Rio para saber quais impostos seriam cobrados e, no caso das multas, por quais irregularidades seriam aplicadas. A assessoria respondeu que só poderá esclarecer essas dúvidas na sexta (18).

Sérgio Cabral (Foto: G1)

Prisão de Cabral
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta (17), o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) sob a suspeita de receber milhões em propina para fechar contratos públicos. Além dele, pelo menos outras sete pessoas foram presas. São elas: Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, ex-secretário de governo do RJ; Hudson Braga, ex-secretário de obras; Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, sócio de Cabral na empresa SCF Comunicação; Luiz Carlos Bezerra; Wagner Garcia; José Orlando Rabelo; e Alex Sardinha da Veiga.

A operação desta quinta, que foi batizada de Calicute, é resultado da ação coordenada entre as forças-tarefa da Lava Jato do Rio e do Paraná. O ex-governador foi alvo de dois mandados de prisão preventiva, um expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e outro pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

Cabral e os outros alvos da ação são suspeitos de receber propina em troca da concessão de obras, como a reforma do Maracanã para a Copa de 2014, o PAC Favelas e a construção do Arco Metropolitano. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há evidências de que Cabral recebeu ao menos R$ 2,7 milhões em espécie da Andrade Gutierrez, por contrato em obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

A esposa do peemedebista, Adriana Ancelmo, também é alvo de condução coercitiva – quando a pessoa é levada a depor e depois liberada. Segundo o MPF, foi determinado ainda o sequestro e arresto de bens do ex-governador e outras 11 pessoas físicas e 41 pessoas jurídicas.

A ação foi chamada de Calicute em referência à uma região da Índia onde o descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral, teve uma de suas maiores tormentas. No Rio, foram expedidos 38 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva, 2 de prisão temporária e 14 de condução coercitiva.

No Paraná, a Justiça expediu 14 mandados de busca e apreensão, 2 de prisão preventiva e 1 de prisão temporária. A ação coordenada teve como base as delações premiadas do empresário Fernando Cavendish, ex-dono da Delta, da empreiteira Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia.

Do G1, em Brasília



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