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CÓDIGO SENHA

PF arquiva inquérito que investigava Palocci e critica delações de Youssef, Baiano e Costa

Um dos inquéritos que investigava o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci foi encerrado pela Polícia Federal com críticas aos acordos de delação firmados pelo Ministério Público Federal (MPF) com o doleiro Alberto Youssef, o lobista Fernando Soares – conhecido como Fernando Baiano – e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. O documento foi assinado em abril deste ano. A GloboNews teve acesso nesta segunda-feira (7).

A apuração investigava um suposto pagamento de propina por parte de Youssef a Palocci, mas foi encerrada por falta de provas, após dois anos de investigações. Segundo a Polícia Federal, as informações sobre o repasse que foram prestadas pelos três delatores eram contraditórias e não resultaram em provas.

Conforme o depoimento de Costa, Palocci teria lhe pedido para solicitar os R$ 2 milhões a Youssef. O dinheiro seria usado para a campanha presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010. Baiano, por sua vez, disse no acordo de delação que presenciou o ex-ministro solicitar o dinheiro ao ex-diretor da Petrobras.

Os policiais, então, interrogaram Youssef, que negou ter repassado a quantia a pedido de Palocci. Apenas disse que entregou o dinheiro a uma pessoa que não conseguiu identificar e negou que quem recebeu os R$ 2 milhões fosse algum assessor de Palocci. O doleiro também negou que tivesse recebido qualquer solicitação do ex-ministro.

A Polícia Federal afirma no documento que realizou diversas diligências, inclusive nos hotéis onde as reuniões para tratar do suposto repasse teriam ocorrido. Em nenhuma delas foi encontrada qualquer prova de que os envolvidos tenham estado nos locais, conforme diziam os delatores nos respectivos depoimentos.

 

Delatores não auxiliaram, diz PF

 

O delegado Filipe Hille Pace, que integra a força-tarefa da PF dedicada à Lava Jato, lembrou dos benefícios que os três delatores obtiveram ao criticar a falta de provas apresentadas por eles. "É temerário que inquérito policial tenha tramitado por quase dois anos em função de três versões de fatos diferentes apresentadas por três criminosos que celebraram acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República e que a partir disso obtiveram inegáveis benefícios", disse.

 

Para o delegado, os delatores apenas ajudaram a manter um inquérito sem necessidade. "Em outras palavras, no presente caso, os colaboradores em nada auxiliaram os trabalhos investigativos, muito embora tenham sido beneficiados para tanto. Pelo contrário, auxiliaram apenas na manutenção de investigação com pouquíssima perspectiva de resolução", afirma Pace.

 

MPF não se pronunciou

 

Embora o documento da PF tenha sido entregue à Justiça em abril deste ano, o MPF ainda não tinha se manifestado a respeito do caso até esta segunda-feira. Procurado pela GloboNews, o MPF preferiu não se pronunciar sobre a situação.

O juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso, também não se manifestou no inquérito sobre as conclusões da Polícia Federal.

 

Outros processos

 

O ex-ministro Antônio Palocci foi preso em setembro de 2016, quando a Polícia Federal deflagrou a 35ª fase da Operação Lava Jato, denominada Omertà. Além da investigação que foi arquivada, ele já foi processado em primeira instância na Lava Jato em duas oportunidades.

No primeiro processo, ele foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão. O juiz Sérgio Moro o considerou culpado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, devido ao recebimento de propina da Odebrecht, para atuar em favor da empreiteira em contratos com a Petrobras.

O segundo processo envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um suposto pagamento de propina também por parte da Odebrecht. Nesse caso, a empreiteira teria comprado um terreno para construir uma nova sede para o Instituto Lula e também comprado um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Segundo a denúncia, Palocci teria intermediado as negociações. O processo ainda não foi julgado.



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