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PF pede a transferência de Aldemir Bendine para o Complexo Médico-Penal

A Polícia Federal (PF) pediu a transferência do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine – um dos alvos da 42º fase da Operação Lava Jato – para o Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

"Na mesma estrutura de carceragem estão custodiados vários presos da Operação Lava Jato que, por razões de segurança ou por serem réus colaboradores, foram mantidos nesta unidade, dentre eles um delator que contribuiu efetivamente para as investigações desta última fase" justificou o delegado Igor Romário de Paula no ofício apresentado à Justiça Federal do Paraná nesta sexta-feira (4).

Aldemir Bendine foi preso no dia 27 de julho, pela 42ª fase da Operação Lava Jato. Desde então, está detido na carceragem da PF na capital paranaense. Ele é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propina da Odebrecht.

A prisão dele era temporária e foi convertida pelo juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância – em convertida, que é por tempo indeterminado.

 

Investigações

 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há evidências indicando que, numa primeira oportunidade, um pedido de propina no valor de R$ 17 milhões foi realizado por Aldemir Bedine à época em que era presidente do Banco do Brasil, em 2014, para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht AgroIndustrial.

No entanto, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, e Fernando Reis, ex-executivo da Odebrecht, teriam negado o pagamento, porque entenderam que Bendine não tinha capacidade de influenciar no contrato de financiamento do BB, segundo o MPF.

Marcelo Odebrecht, que está preso na carceragem da PF, e Fernando Reis são delatores da Lava Jato.

Na véspera de assumir a presidência da Petrobras, o que ocorreu em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, segundo o MPF. Investigadores dizem que o pedido foi feito para que a empreiteira não fosse prejudicada na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato.

 

A Odebrecht, conforme depoimentos de colaboradores, optou por pagar a propina de R$ 3 milhões por meio do Setor de Operações Estruturadas. Foram feitas três entregas em espécie, no valor de R$ 1 milhão cada, em São Paulo.

Ainda de acordo com o MPF, em 2017, um dos operadores financeiros de Bendine confirmou que recebeu a quantia de R$ 3 milhões da Odebrecht, mas tentou atribuir o pagamento a uma suposta consultoria que teria prestado à empreiteira, para facilitar o financiamento junto ao Banco do Brasil. No entanto, a investigação revelou que a empresa usada pelo operador era de fachada.

"Buscando dar aparência lícita para os recursos, o operador financeiro, após tomar ciência das investigações, efetuou o recolhimento dos tributos relacionados à suposta consultoria, cerca de dois anos após os pagamentos, com o objetivo de dissimular a origem criminosa dos valores. Há indícios que a documentação também foi produzida com intuito de ludibriar e obstruir as investigações", afirmaram os procuradores.

Em junho deste ano, Sérgio Moro autorizou abertura de inquérito para investigar Aldemir Bendine.

 
 



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